Nosso último trabalho para o Colégio Israelita ficou bem legal. O briefing era para fazer um mapa para a Ir Ktaná, a pequena cidade do Israelita. A gente queria criar um mapa diferente, um mapa que não fosse um mero localizador. Colocamos todos os lugares importantes da pequena cidade, espaços esses que se misturam com sentidos e sensações. Num mundo onde o GPS impera, nossa ideia era de elaborar um mapa de sentimentos que permeiam uma cidade, e, num microcosmo, cada um de nós.

Cartografia da Alma 26/10/2009
Cidades 06/07/2009
“Cidades” tem sido um tema recorrente aqui na Bistrô. Nesse ano, começamos criando um mapa artístico de Porto Alegre. A Ana ficou dias recortando papel e tecidos. Esse trabalho é todo artesanal e até erva mate foi usada na sua confecção. Nossa ideia era fazer um mapa que tivesse a cara da nossa cidade. Para isso, perguntamos a várias pessoas que não moram mais aqui do que mais elas sentiam falta. Não deu outra: os cafés nas rua e as árvores. Então nosso mapa é uma imensa árvore, em que os galhos são as ruas. A área verde é de ervamate e xícaras de café estão espalhados por todos os cantos. Destaque para a Teniaguá (ou Salamanca) ilustrada pela Ana saindo do Rio Guaíba:

Mapa artístico de POA da Bistrô
Seguindo nesse embalo, a gente criou uma cidade “recorte e cole” em um folder. Essa peça foi criada para apresentar a Ir Ktaná (o projeto de construção de uma pequena cidade do Colégio Israelita) aos alunos da Escola:

E para terminar, a Feira do Livro do Colégio versou sobre a “Pólis”. No nosso mapa, as ruas foram batizadas com nomes literários:

Vende-se olhar 29/05/2009
Por Gabriel Besnos
Sempre que a Bistrô vai apresentar seu portfólio a possíveis clientes, eu e a Fernanda salientamos nossa preocupação em criar para os trabalhos um referencial estético que tenha link com as tendências do mundo contemporâneo. Isso significa que, antes de propor uma solução criativa para uma página de revista, por exemplo, a gente cata informações, liga as antenas no que está acontecendo, processa e relaciona informação criativa com o problema. Talvez essa seja a nossa característica mais importante – oferecer um OLHAR, para além das ferramentas de comunicação.
Fazemos as coisas desse jeito porque acreditamos que uma empresa tem que ter um porquê de existir que vá além do balancete. De que vale um escritório de design ou uma agência de publicidade se não puder dizer nada sobre si através do seu trabalho? Quem nos contrata sabe que está comprando não só um serviço, mas uma CONCEPÇÃO; dialogar com as tendências faz parte deste pacote.
É ótimo quando a gente se relaciona com clientes abertos, sedentos por novidades. Caso da Unisinos, com a sua revista Magis. O projeto gráfico da publicação já foi concebido, desde o início, para absorver o novo a cada número.

A capa da nova Magis e o cartaz do Obama
Nessa última edição (a segunda), não saía da minha cabeça a arte do alemão Andreas Gursky – que, a exemplo de outros conterrâneos seus, usa a lente fotográfica como pincel. Gursky produz fotos em grandes dimensões e com riqueza de detalhes, sendo um dos expoentes de uma escola cada vez mais em voga, que usa a fotografia como plataforma para a criação de mundos essencialmente AUTORAIS, repletos de cor, luzes, formas e personagens. Gerhard Richter e Wolfgang Tillmans são outras referências importantes nessa linha. (mais…)
Keep calm and carry on 28/05/2009
Por Luciano Mattuella
Você já deve ter visto a imagem deste cartaz em algum lugar, não?

Pois então, a história desta frase – keep calm and carry on – tem início em 1939 e remete ao período imediatamente anterior ao início da Segunda Guerra. Sabendo da inevitabilidade do ataque alemão, o Rei George VI (representado pela coroa no topo do cartaz) achou importante criar uma mensagem que transmitisse tranquilidade e segurança ao povo inglês.
Entretanto, a guerra estourou e poucos cartazes acabaram sendo utilizados. Um dos raros exemplos é o da foto abaixo: (mais…)
Os Móveis Bárbaros 30/03/2009
Por Luciano Mattuella
Os Sucos Bárbaros me lembraram muito os trabalhos do designer berlinense Ronen Kadushin. Seus projetos são desenhados e produzidos tendo como base ideológica uma idéia chamada de open design, algo muito semelhante ao open source, aquele acordo que possibilita a qualquer pessoa o acesso ao código-fonte de programas de computador, de modo que cada usuário possa modificá-lo como bem entender. No caso do open design, o que está disponível é um cutout – modelos para armar, podemos dizer – de móveis e objetos de decoração como mesas, suportes para relógios, prateleiras, etc.
Claro, os projetos de Kadushin não são feitos em papel, mas trazem em si a marca do faça você mesmo – o tão famoso DIY, do it yourself, americano -, o que barateia muito os custos de uma peça que custaria absurdamente caro. Abaixo, seguem alguns exemplos, como esta fruteira de aço inoxidável:

E este über cool abridor de latas, também de aço inoxidável: (mais…)
