Por Gabriel Besnos
Sempre que a Bistrô vai apresentar seu portfólio a possíveis clientes, eu e a Fernanda salientamos nossa preocupação em criar para os trabalhos um referencial estético que tenha link com as tendências do mundo contemporâneo. Isso significa que, antes de propor uma solução criativa para uma página de revista, por exemplo, a gente cata informações, liga as antenas no que está acontecendo, processa e relaciona informação criativa com o problema. Talvez essa seja a nossa característica mais importante – oferecer um OLHAR, para além das ferramentas de comunicação.
Fazemos as coisas desse jeito porque acreditamos que uma empresa tem que ter um porquê de existir que vá além do balancete. De que vale um escritório de design ou uma agência de publicidade se não puder dizer nada sobre si através do seu trabalho? Quem nos contrata sabe que está comprando não só um serviço, mas uma CONCEPÇÃO; dialogar com as tendências faz parte deste pacote.
É ótimo quando a gente se relaciona com clientes abertos, sedentos por novidades. Caso da Unisinos, com a sua revista Magis. O projeto gráfico da publicação já foi concebido, desde o início, para absorver o novo a cada número.

A capa da nova Magis e o cartaz do Obama
Nessa última edição (a segunda), não saía da minha cabeça a arte do alemão Andreas Gursky – que, a exemplo de outros conterrâneos seus, usa a lente fotográfica como pincel. Gursky produz fotos em grandes dimensões e com riqueza de detalhes, sendo um dos expoentes de uma escola cada vez mais em voga, que usa a fotografia como plataforma para a criação de mundos essencialmente AUTORAIS, repletos de cor, luzes, formas e personagens. Gerhard Richter e Wolfgang Tillmans são outras referências importantes nessa linha. (mais…)